25 de maio: Dia da Libertação da África

Com informações da Biblioteca Nacional

Há 50 anos, em 25 de maio de 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituía o Dia da Libertação da África. A data foi escolhida por conta do encontro ocorrido no mesmo dia, mas em 1963, quando 32 chefes de Estados africanos em reuniram em Adis Abeba, Etiópia, e criaram a Organização da Unidade Africana (OUA), a atual União Africana.

O encontro tinha como pauta discutir e combater a submissão, a colonização e o neocolonialismo. A data tornou-se um momento de reflexão sobre questões raciais que ultrapassam os limites geográficos.

A história da organização revela papel importante no apoio aos movimentos democráticos ao redor da África, bem como na sustentação das negociações políticas com o eixo europeu. Outras medidas consoantes aos princípios pan-africanos são: a reestruturação espacial do continente por meio de remanejamentos dos grupos étnicos, realocando grupos que compartilham da mesma cultura e separando grupos rivais, como forma de contornar as estratégias dos colonizadores europeus que, propositalmente, dividiam e mesclavam grupos oponentes, agravando as tensões político-sociais; restabelecimento das práticas religiosas; valorização das línguas nativas, sumariamente proibidas pelos colonizadores.

Apesar dos desafios de ordem prática, afinal de contas trata-se de 54 países de culturas, idiomas e políticas distintas, entusiastas do pan-africanismo acreditam que as marcas do colonialismo europeu e a herança diaspórica atuam como importante denominador comum na emergência de políticas públicas para África como um todo. Para o século XXI, a União Africana apresenta no seu escopo o incremento da produção agrícola e segurança alimentar, a definição de critérios mais rigorosos para manipulação dos recursos naturais e políticas públicas mais atentas às mudanças climáticas.

De acordo com o discurso emitido na edição de comemoração do Dia da Libertação da África em 2019, o presidente da União Africana, Moussa Faki Mahamat salientou os esforços da organização para o ingresso dos jovens ao mercado de trabalho, a luta pela igualdade de gênero, o empoderamento das mulheres, e o combate às doenças e às pandemias, que continuam a assolar o continente africano.

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