Dica de leitura: “Eu não sou uma mulher?” – a narrativa de Sojourner Truth

Sojourner Truth, é o nome e a identidade adotados pela escravizada nascida por volta de 1797, a quem os senhores chamavam de “Isabella” e cujo sobrenome era, pelo costume, o mesmo de seu “proprietário”. Ela foi a primeira escravizada a conseguir a condenação na justiça de um senhor de escravos. Ela conta uma vida de provações e resistência, narrada no livro que marca a luta pelos direitos dos negros e das mulheres.

Mulher, escravizada, iletrada: mesmo no degrau mais baixo da pirâmide social, Sojourner Truth tornou-se uma força transformadora em prol dos direitos das mulheres e dos negros. Ainda que a tenham mantido afastada dos estudos e que lhe tenham negado quaisquer direitos, seu senso do que é certo a levou a processar, e a derrotar na justiça, homens brancos, por duas vezes. Na primeira, conseguiu recuperar de um senhor de escravos seu filho de cinco anos, que havia sido vendido e levado para longe; na segunda, conseguiu indenização de um homem que a caluniara.

Quando a história de sua vida — narrada a uma companheira abolicionista, já que Sojourner nunca aprendeu a escrever — chegou ao público na forma deste livro, tornou-se um poderoso manifesto pela afirmação dos direitos dos negros. Sojourner, mais que uma referência moral, foi uma liderança ativa na batalha pelos direitos das mulheres e dos negros, tanto os ex-escravizados quanto os que continuavam nas agruras do cativeiro no sul dos Estados Unidos.

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