OMS dá prêmio póstumo a mulher negra que teve células cancerígenas retiradas do corpo sem consentimento

A Organização Mundial de Saúde (OMS) homenageou nesta quarta-feira, 13 de outubro, de forma póstuma, a mulher negra americana Henrietta Lacks com o Prêmio do Diretor-Geral da OMS. O prêmio reconheceu a contribuição e o legado de Lacks para a ciência e as injustiças raciais cometidas em nome da ciência contra pessoas negras, especialmente mulheres, no passado. “Ao homenagear Henrietta Lacks, a OMS reconhece a importância de levar em conta as injustiças científicas do passado e promover a igualdade racial na saúde e na ciência”, disse o diretor-geral da oOMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, primeira pessoa negra e africana a ocupar a chefia da entidade.

Lacks morreu em 1951, aos 31 anos, de câncer de colo de útero. Ao perceber os primeiros sintomas da doença e procurar atendimento médico, ela teve suas células cancerígenas retiradas para biópsia sem seu conhecimento nem consentimento. Elas acabaram possibilitando grandes avanços na ciência.

O prêmio foi recebido no escritório da OMS em Genebra por Lawrence Lacks, filho de Lacks, de 87 anos – um dos últimos parentes vivos que a conheceram pessoalmente. Ele estava acompanhado de vários netos, bisnetos e outros membros da família da mãe.

Henrietta Lacks é nada menos que uma das mulheres mais injustiçadas da história da medicina. Sua história foi contada no livro “A vida imortal de Henrietta Lacks“, na Fundação dedicada a ela e até em filme de mesmo nome da HBO.

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