Você sabe o que é ESG? Como essas três letras podem impactar sua vida profissional?

A sigla ESG tem ganhado destaque entre empresas e a mídia em um contexto em que a sociedade valoriza negócios que respeitam o meio ambiente, as pessoas e uma boa gestão. São exigências que refletem o comportamento das novas gerações, como a geração Z, que cada vez mais priorizam o consumo de marcas transparentes e responsáveis.

Mas você sabe o que é ESG? É a sigla em inglês para as palavras environmental, social and governance, que, em português, podem ser traduzidas como “ambiental, social e governança”. O termo é usado para descrever o quanto uma empresa procura reduzir danos ao meio ambiente, atuando de maneira sustentável, além de adotar as melhores práticas administrativas. Entenda melhor:

Environmental (ambiental): a letra E da sigla diz respeito às práticas da empresa no que concerne à conservação do meio ambiente. Isso inclui a sua atuação sobre assuntos como a poluição do ar e da água, o aquecimento global e a emissão de carbono na atmosfera, o desmatamento, a escassez da água, entre outros.

Social: a letra S tem relação com a maneira como a empresa lida com as pessoas que fazem parte dela, e também com a comunidade do seu entorno. Isso inclui proteger os dados dos clientes, ter uma equipe diversa e engajada e respeitar a legislação trabalhista vigente.

Governance (governança): a governança, por sua vez, tem relação com a administração da empresa, por exemplo, a sua conduta corporativa, a relação com governos, a existência de um canal de denúncias.

Mas como essas três letras podem nos impactar?

O movimento de ESG cresce em ritmo acelerado no Brasil. Dados mostram que startups brasileiras com soluções para as melhores práticas ambientais, sociais e de governança receberam investimentos da ordem de US$ 991 milhões desde 2011, como mostra o inédito Inside ESG Tech Report, estudo produzido pela plataforma de inovação aberta Distrito. Foram mapeadas 740 startups voltadas para o consumidor, pequenas e grandes empresas ou até mesmo para o governo, com impacto em uma ou mais das categorias ESG, prova de que essa é uma área com enorme potencial. Há startups de 28 setores diferentes mapeadas. Entre elas, a maior parte está na categoria social — 36,08%. Em seguida, temos 34,73% voltadas a questões ambientais e, por fim, 29,19% a governança corporativa. Algumas dessas startups que são B2B já atendem clientes do porte da Ambev, Votorantim, Natura, Itaú e Unilever

Alguns estudos sugerem que empresas com práticas ESG robustas apresentaram um custo mais baixo de capital, menor volatilidade e menos casos de suborno, corrupção e fraude em determinados períodos de tempo.

Embora o investimento ESG sozinho não possa resolver os problemas de mudança climática, injustiça social e desigualdade de renda, apoiar empresas que trabalham ativamente para enfrentar esses desafios é um ótimo lugar para começar.

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