Clima, Justiça Racial e Cidades Inteligentes

Justiça Climática e Racial

Clima e combate ao racismo como pautas inseparáveis.

Cidades Inteligentes e Inclusivas

Inovação urbana com equidade social no centro.

Racismo Ambiental em Debate Global

Alinhado aos avanços históricos da COP 30.

Protagonismo Negro no Futuro Sustentável

Educação, conhecimento e transformação social.

O Climáticos é um projeto institucional da Universidade Zumbi dos Palmares que nasce do compromisso histórico da instituição com a justiça social, a equidade racial e a produção de conhecimento voltada para a transformação da sociedade. O projeto propõe um olhar crítico e integrado sobre os desafios climáticos contemporâneos, reconhecendo que as mudanças do clima não afetam todas as pessoas da mesma forma.

Partindo do princípio de que não existe justiça climática sem justiça racial, o Climáticos articula pesquisa, formação, debates e ações que evidenciam como o racismo estrutural e o racismo ambiental impactam, de forma desproporcional, populações negras, periféricas, indígenas e comunidades tradicionais.

Fórum Cidades Inteligentes: clima e raça no centro do debate

Dentro do escopo do Climáticos, a Universidade Zumbi dos Palmares realiza o Fórum Cidades Inteligentes, um espaço permanente de reflexão e diálogo que debate o clima de forma estruturada e estratégica, entendendo que uma cidade só pode ser considerada verdadeiramente inteligente quando contempla sustentabilidade ambiental, inclusão social e enfrentamento ao racismo.

O Fórum propõe uma associação direta entre planejamento urbano, inovação, políticas públicas e justiça racial, reforçando que soluções tecnológicas e ambientais precisam considerar quem são os grupos mais vulnerabilizados pelos impactos climáticos, como enchentes, ilhas de calor, poluição, falta de saneamento e acesso desigual a recursos.

Racismo ambiental e a agenda climática global

O Climáticos se ancora em debates globais e nacionais contemporâneos, como o avanço histórico registrado na COP 30, realizada em Belém (Pará), em novembro de 2025. Pela primeira vez, a conferência climática da ONU incluiu formalmente em seu documento final a discussão sobre racismo ambiental e menções diretas a afrodescendentes, reconhecendo que as desigualdades raciais são centrais para o enfrentamento da crise climática.

A escolha de Belém como sede da COP 30 teve um significado simbólico e político ao evidenciar as injustiças socioambientais vividas na Amazônia, que afetam diretamente populações indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Paralelamente, a Cúpula dos Povos, organizada pela sociedade civil, denunciou a violência racista associada às mudanças climáticas e reforçou a relação direta entre degradação ambiental e desigualdades históricas.

No âmbito nacional, o governo brasileiro, por meio do Ministério da Igualdade Racial, lançou uma declaração com o objetivo de integrar a pauta racial às políticas climáticas, reconhecendo que comunidades negras e tradicionais são desproporcionalmente impactadas pelos efeitos ambientais.

O papel da Zumbi dos Palmares

Ao criar o Climáticos, a Universidade Zumbi dos Palmares reafirma seu papel como instituição protagonista na construção de um pensamento crítico, antirracista e comprometido com o futuro. O projeto fortalece a compreensão de que cidades inteligentes precisam ser também cidades justas, capazes de enfrentar simultaneamente a crise climática e as desigualdades raciais.

O Climáticos é, portanto, um espaço de produção de conhecimento, articulação social e incidência política, que conecta educação, clima, raça e inovação, contribuindo para a formação de lideranças e soluções que coloquem a vida, a dignidade e a equidade no centro das decisões sobre o futuro do planeta.

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