Evento da Zumbi reniu debates, arte e grandes nomes
A FlinkSampa 2025, realizada nos dias 15 e 16 de novembro no Sesc Pompeia, foi um grande sucesso e reafirmou seu papel como uma das mais importantes festas da literatura, cultura e pensamento negro do país. Promovida pela Universidade Zumbi dos Palmares, a edição deste ano reuniu autores, pesquisadores, artistas, jornalistas e ativistas em uma programação intensa, diversa e repleta de reflexões fundamentais.
Sábado de literatura, reflexão e homenagens
O sábado começou com o Sarau Literário, apresentado pelo Coletivo Caías, do CEPRacial da Zumbi, reunindo escritoras e escritores como Conceição Rosa, Edna Pessanha e Mariana Vilela, com mediação de Jorge Luís Felizardo.
A Mesa de Abertura contou com a presença do reitor José Vicente, da curadora Guiomar de Grammont e de Jonatha Abel dos Santos Jacintho, da Câmara Brasileira do Livro.
Às 15h, a FlinkSampa prestou uma emocionante homenagem a Leci Brandão, celebrando sua trajetória artística, política e cultural. O debate reuniu Leonardo Bruno e Fernanda Martins, com mediação de Maitê Freitas.
A programação seguiu com a mesa “Luísa Mahin sob novas luzes”, trazendo descobertas históricas sobre a mãe de Luiz Gama. Participaram Ligia Fonseca Ferreira, Wlamyra Albuquerque e Lisa Earl Castilho, sob mediação de Dulci Lima.
Encerrando o dia, a mesa “África Brasil: o Negro na Música e na Literatura” discutiu representatividade e ancestralidade na produção artística contemporânea, com Paulo Lins, Kamille Viola e mediação de Adriana Ferreira.
Domingo de debates, memória e protagonismo
O segundo dia começou novamente com o Sarau Literário do Coletivo Caías, desta vez com autoras e autores como Aline Soares, Jura Silva, Lena Santos, Mércia Magalhães e Mônica Sena, mediados por Odair Marques.
Às 13h30, a mesa “Machado de Assis: um escritor negro em Paris” apresentou a iniciativa da Academia Brasileira de Letras para incluir o busto do autor na capital francesa. Participaram Godofredo de Oliveira Neto, Suzete Kourilandski e Jean-Jacques Kourilandski.
A mesa seguinte revisitou a história das artes negras com “Teatro Experimental do Negro”, destacando o legado de Abdias Nascimento. O debate contou com Elisa Larkin Nascimento, Maria Ceiça e mediação de Adriana Ferreira.
Às 16h30, a mesa “Protagonismo Negro no Século XX” discutiu a presença ativa da população negra na história política e social do Brasil, com Petrônio Domingues, Oswaldo Camargo e mediação de Alinne Prado.
Fechando o evento, a mesa “Com a palavra, as pretas” trouxe reflexões sobre narrativas de mulheres negras, com Lilia Guerra e Mônica Mendes Gonçalves, mediadas por Fernanda Sousa.
Uma festa que reafirma memória, identidade e futuro
Ao longo dos dois dias, a FlinkSampa mostrou sua força como espaço de celebração, crítica, conhecimento e resistência. A edição 2025 consolidou, mais uma vez, o compromisso da Universidade Zumbi dos Palmares com a promoção da literatura negra, a valorização da memória afro-brasileira e a ampliação do debate sobre igualdade racial no Brasil.
A Universidade Zumbi dos Palmares promove diversos eventos culturais, formativos e comunitários ao longo do ano — e já está com o Vestibular 2026 aberto.
Inscreva-se em: www.vestibularzumbidospalmares.com.br
Confira agora os melhores momentos em fotos: