Evento aconteceu na universidade destacando protocolos e práticas ambientais

Ministro do Meio Ambiente destaca Zumbi como exemplo de educação climática e prevenção

Nesta terça-feira (2), a Universidade Zumbi dos Palmares sediou o encontro nacional “Protocolos e Práticas para a Educação Socioambiental em Cenários de Eventos Extremos”, evento que reuniu especialistas, gestores públicos, educadores e lideranças comunitárias para discutir estratégias de educação ambiental diante do aumento dos eventos climáticos extremos.

A abertura do evento contou com a participação do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, e representantes de entidades e órgãos de governo promotores e apoiadores do encontro: Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas de São Paulo, Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), Centro de Educação e Cooperação Socioambiental (CECSA-SP), Ibama, Allma Hub e Sesc-SP.

Na sua fala, o ministro Capobianco ressaltou a desconexão existente entre a informação de altíssima qualidade sobre eventos climáticos divulgada por órgãos como o Cemaden e ações na prática. Ele citou como exemplo a tragédia na Vila Sahy, no Litoral Norte de São Paulo, quando os sistemas já alertavam para as chuvas intensas, mas não houve uma ação preventiva e rápida para evitar o pior.

Nesse aspecto, ele elogiou o trabalho dos Climáticos, da Zumbi dos Palmares, que conheceu em uma visita anterior à universidade, inclusive assistindo a uma aula prática para jovens com instruções de primeiros socorros. Para ele, trata-se de exemplo importante de que é possível unir a informação de qualidade com a educação ambiental e a conexão com a sociedade, principalmente educando as populações mais vulneráveis.

Também na abertura do evento, o reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, ressaltou a grande honra de sediar o encontro e receber as autoridades e convidados na instituição, “uma comprovação de que estamos no caminho certo”. Ele destacou as ações do Centro de Estudos e Pesquisas em Justiça Racial Ambiental e Mudanças Climáticas (CEP-Racial), que inclui os Climáticos, e a capacidade de a iniciativa ser replicada em todo o território nacional, falando da importância de aglutinar instituições e entidades de toda natureza “para caminharmos juntos”.

Para o reitor, pensarmos em uma ação retilínea de educação socioambiental, sem considerar a questão do racismo estrutural que perpassa a sociedade brasileira e já foi reconhecido por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal como uma violação sistemática dos direitos fundamentais da população negra no Brasil seria um grande erro.

Protocolos e práticas

O encontro prossegue amanhã (3), no Sesc 24 de Maio, com debates sobre políticas públicas de educação ambiental e a apresentação dos protocolos elaborados pelos grupos de trabalho formados durante o evento.

A programação contará ainda com a participação do climatologista Carlos Nobre, além de representantes do Cemaden, do Sesc-SP e de instituições ligadas à educação ambiental. O objetivo é consolidar propostas e estratégias capazes de fortalecer a educação socioambiental e ampliar a preparação das comunidades diante dos desafios impostos pelos eventos climáticos extremos.

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