Tranças e beleza afro: renda e identidade em foco

Curso gratuito fortalece mulheres negras

A Universidade Zumbi dos Palmares e a Fundação Banco do Brasil acabam de lançar uma iniciativa transformadora: formação gratuita em trança afro-brasileira e beleza voltada para mulheres negras, com foco na geração de renda, autonomia financeira e valorização da identidade.

Mais do que uma técnica de embelezamento, a trança carrega séculos de resistência, ancestralidade e afirmação cultural. Em diversas culturas africanas, trançar sempre foi símbolo de status social, identidade familiar e até códigos de comunicação. No Brasil, tornou-se também um instrumento de empoderamento e liberdade financeira.

Recentemente, o ofício de trancista foi oficialmente reconhecido como profissão no país, dando ainda mais legitimidade ao trabalho de milhares de mulheres que já atuam nesse setor — muitas delas em contextos de vulnerabilidade social, mas com enorme potencial criativo e empreendedor.

Com esta formação, espera-se até o fim de 2025:

  • Qualificar 600 mulheres negras como trancistas profissionais;
  • Estimular a geração direta de renda e fortalecer a economia solidária;
  • Valorizar a cultura afro-brasileira e a autoestima feminina.

“Trançar não é apenas um ofício, é um ato de cultura, identidade e sobrevivência. Com essa iniciativa, essas mulheres deixam de ser invisíveis para se tornarem protagonistas de suas histórias e líderes em suas comunidades.”— Prof. Dr. José Vicente, Reitor da Universidade Zumbi dos Palmares

A ação é um exemplo concreto de como parcerias entre instituições comprometidas com o Brasil real — como a Fundação Banco do Brasil, referência em desenvolvimento social, e a Universidade Zumbi dos Palmares, única voltada exclusivamente à inclusão da população negra — podem transformar habilidades tradicionais em oportunidades reais de trabalho e dignidade.

Sobre a Fundação Banco do Brasil
Com foco no desenvolvimento sustentável e na justiça social, a Fundação BB apoia projetos de impacto que criam oportunidades para as populações mais vulneráveis do país.

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