Zumbi capacita GCM em Letramento Racial

Formação inédita alcança 258 guardas em SP

Em pleno século 21, ter de combater o racismo ainda é um abismo, um absurdo, mas uma necessidade diante de tantas e repetidas situações de discriminação racial. Foi com essa reflexão que o secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando, abriu sua fala durante a entrega dos certificados do Curso de Letramento Racial aos primeiros 258 guardas da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

A iniciativa inédita é fruto da parceria entre a Universidade Zumbi dos Palmares e a GCM. Realizada na sede da Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, a cerimônia marcou um momento histórico: pela primeira vez, a polícia municipal da maior cidade da América Latina se capacita formalmente em Letramento Racial, reafirmando seu compromisso com a democracia, a cidadania e a promoção dos direitos humanos.

“Não existe forma de superar o racismo, a discriminação e o assédio que não seja por meio do conhecimento e da educação. E a GCM sai na frente nessa agenda”, comemorou o reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, professor-doutor José Vicente. Durante seu discurso, ele anunciou duas novidades: o início imediato da formação para mais 500 guardas do efetivo da GCM e, como desdobramento dessa parceria, a disponibilização de 100 bolsas gratuitas da universidade oferecidas para os cursos de graduação em Administração e Gestão de Segurança Privada.

O secretário Morando celebrou essas iniciativas como mais um passo para o aprimoramento da GCM e ressaltou a importância do curso de Letramento Racial para combater essa “prática nojenta que é o racismo”. A previsão é a de que, até o final do ano, o curso de Letramento Racial alcance todo o efetivo da GCM, composto por 7.300 guardas. Também estão previstos outros treinamentos, como o de Identificação e Combate ao Assédio Moral e Sexual.

Em suas falas, o inspetor superintendente Jairo Chabaribery Filho, comandante geral da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, e o inspetor superintendente Julio Cesar Figueiredo, reitor da Academia de Ensino e Pesquisa em Segurança Urbana, também exaltaram a iniciativa e destacaram sua importância para a população, principalmente para a população.

Sobre o curso

O curso foi estruturado para ampliar a capacidade dos participantes de identificar expressões, atitudes e práticas discriminatórias, aprofundando a compreensão sobre o racismo estrutural e reforçando o compromisso ético e institucional da corporação. Ao todo, a formação teve 20 horas de duração e abordou temas como: diferença entre racismo, discriminação e injúria racial; viés racial e abordagem policial; comunicação não violenta e construção do respeito; justiça racial, direitos humanos e políticas afirmativas; além do compromisso ético e institucional com a equidade. ajustar titulo e linha fina com ate 60 caracteres cada

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