Universidade honra o líder que inspira sua missão diária
Em 21 de março de 1997, Zumbi dos Palmares foi oficialmente inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, no Panteão da Liberdade, em Brasília — um reconhecimento histórico que reafirma sua importância como símbolo maior da resistência negra no Brasil.
Zumbi dos Palmares nasceu em 1655, na região da atual Alagoas, e foi uma das maiores lideranças da história do Brasil. Ainda criança, foi capturado e entregue a um padre, sendo batizado como Francisco. Anos depois, fugiu e retornou ao Quilombo dos Palmares, onde se tornou um dos principais estrategistas na defesa da comunidade. Palmares era o maior quilombo do período colonial, reunindo milhares de pessoas negras que resistiam à escravidão e construíam formas autônomas de viver.
Após a morte de Ganga Zumba, Zumbi assumiu a liderança do quilombo e intensificou a resistência contra as investidas coloniais, recusando acordos que não garantissem liberdade plena para todos. Sua luta foi marcada pela organização coletiva, pela defesa do território e pelo enfrentamento direto ao sistema escravocrata. Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, data que hoje marca o Dia da Consciência Negra no Brasil.
Celebrar Zumbi é compreender que sua luta não pertence apenas ao passado. Ela se renova diariamente nas vozes, nas ações e nos espaços que seguem comprometidos com a justiça, a igualdade e a dignidade do povo negro.
É nesse contexto que a Universidade Zumbi dos Palmares reafirma, em sua própria essência, o legado do líder que lhe dá nome. Mais do que uma homenagem, a instituição carrega em sua missão o compromisso de ampliar oportunidades, promover inclusão e fortalecer a consciência social.
Essa reverência também se manifesta nos gestos simbólicos que marcam a vivência acadêmica. Em todos os eventos da universidade, Zumbi é saudado como presença viva: o reitor José Vicente inicia com um chamado — “bom dia” ou “boa noite, Zumbi dos Palmares” — e a plateia responde em uníssono, ecoando: “bom dia, Zumbi dos Palmares” ou “boa noite, Zumbi dos Palmares”.
Seguimos honrando essa história, mantendo viva a memória e fortalecendo, todos os dias, as lutas do presente.